Relato pungente do cotidiano em uma aldeia isolada à beira-mar no Japão medieval. Cabe ao garoto Isaku, de apenas nove anos, ajudar a mãe a sustentar os três irmãos menores depois que o pai vende a si mesmo como escravo para evitar que a família morra de fome. Isaku é então obrigado a pôr em prática as lições de pesca que o pai lhe ensinara, além de encarregar-se de todo tipo de trabalho no vilarejo, como a coleta incansável de cascas na floresta vizinha para confecção de roupas.
A rotina no povoado é fortemente orientada por rituais, tradições e pelas forças da natureza que incidem sobre o clima e as condições do mar. A fome é um temor constante, e os habitantes vivem na esperança de que os deuses os presenteiem com “O-fune-sama” – navios carregados de comida que naufragam próximos à costa de forma não exatamente acidental.
A linguagem é simples e sucinta, não dá margem a sentimentalismos, mesmo nas situações mais duras. Encaixa-se bem à vida naquela comunidade, norteada por uma ética inquebrantável e toda particular, na qual são sagrados o respeito às regras, ao chefe local e às autoridades familiares.
A linguagem é simples e sucinta, não dá margem a sentimentalismos, mesmo nas situações mais duras. Encaixa-se bem à vida naquela comunidade, norteada por uma ética inquebrantável e toda particular, na qual são sagrados o respeito às regras, ao chefe local e às autoridades familiares.
