Eita. Sem esculhambação, gente. O negócio é que preciso de um pretexto para voltar a escrever com alguma regularidade, uai. De uma ferramenta que me chame à labuta, sem as exigências do texto literário, sem as aporrinhações do material jornalístico, sem a esquizofrenia do diário íntimo.
Do Facebook e de outras redes sociais até participo (mais ou menos...), mas me incomoda a efemeridade dessa turma, o fato de lá o conteúdo desaparecer rapidamente no éter internético. Me custa as tripas escrever e, horas depois, as sofridas linhas já estão soterradas debaixo de memes do Chapolin Colorado e de poemas de solidariedade ao Dirceu-Guerreiro-do-Povo-Brasileiro? Faz favor.
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| O sistema é perverso, parça |
Não que blog seja plataforma de singular durabilidade, claro. Flutua no vácuo digital do mesmo jeito. Mas, ainda assim, gosto do formato. Tudo organizadinho, datadinho, arquivadinho. Posso?
POSSO?
Já tive essa experiência antes, de blog. Você se lembra: “O Ranzinza”, fenômeno equiparável ao diário online da Bruna Surfistinha, milhares de seguidores fanáticos – eu disse milhares –, polêmicas de fazer inveja ao João Kléber, azedume esguichado para todos os lados. Durou de 2007 a 2009. Guardo os textos em algum local do hard drive. Carinho pelo finado.
A ideia agora é outra. Ser mal-humorado hoje em dia não faz mais sucesso. O perfil se banalizou. Comprobatório infalível: vá ao campo de comentários, nos sites de notícias, e se perturbe com o monte de anônimos expelindo perdigotos até na matéria mais ingênua do mundo. São particularmente ativos no G1 e na Folha. É um povo caído à covardia e à crueldade, destituído por completo daquele charme que acompanha certos ranhetas do cinema e da TV, tipo um Woody Allen ou um Larry David.
Não quero me assemelhar a esse pessoal da internet. (ao Woody Allen tudo bem, se você insiste...) Tenho filho pequeno e devo levar a sério o simbolismo chapa-branca de tentar deixar um mundo melhor para ele. Embora não possa livrá-lo – nem a você, caro visitante – de uma ou outra inocente rabugice escapulida.
No mais, as pautas deste nobre sítio, definidas após apaixonadas reuniões do conselho deliberativo, seguirão caminhos de importante utilidade pública: falaremos sobre o sentido do uso de calças, sobre a rejeição aos pêlos que Deus nos deu – aqui pra você, acordo ortográfico –, discutiremos a eficácia dos diferentes formatos de abajures e até sonharemos com as novidades que o futuro nos reserva em matéria de proteção auricular muito além da espuminha laranja acumuladora de cera.
(Certo, talvez entrem também comentários sobre livros, filmes, aquele blablablá. Mas prometo moderação.)
Hein? Escutei alguém gritar “seja bem-vindo”?
Obrigado!


Que boa notícia. Adorei e vou ler. Logo mais linko no meu para não perder de vista!
ResponderExcluirbeijos
Massa, Didi! Valeu!
ExcluirNão sabia que o saudoso "Menina com uma flor" ainda tava na ativa! Esse blog tem história! Vou lincar aqui também. Bjs.
Pare de criar expectativas no público, e escreva logo essa bagaça aê.
ResponderExcluirAbraços
Hahaha! Pode deixar, Mi, escreverei. Bjs!
ExcluirQuem ainda usa Blogger? Não sei seguir essa bagaça. Se fosse Wordpress... Posta no Face ou manda carta quando tiver algo novo aqui, faz favor.
ResponderExcluirUia, que bocudinho! Blogger é Google, rapaz, tá tirando? Indexação imediata ou seu dinheiro de volta. E olha: aí do lado tem um campo denominado "RECEBA OS POSTS POR EMAIL". Mas também avisarei no Face. E por telégrafo. Tapa na zorêia!
ExcluirAnsiosa pelos próximos posts :)
ResponderExcluirMe ajuda a manter a disciplina?
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