6.9.16

Sangue na Neve, de Jo Nesbo



Matador de aluguel é contratado para executar esposa do cliente. Quando chega a hora, subverte a ordem, resgata a mocinha e – surpresa! – dela se enamora fogosamente.

É nesse diapasão que seguimos em “Sangue na Neve”, nos perguntando o tempo todo por que diabos não largamos essa porcaria e partimos para outra. Pior que o clichê-base é a tentativa de revestir o protagonista de certa bagagem intelectual que ele próprio rechaça, frouxo de dar vergonha. “Então, gente: não é que eu assuma esse rótulo metido a besta de ser um leitor assíduo nem nada, porque sou um cara muito desencanado e fora da lei sanguinário, mas eu li, meio sem querer em algum lugar, tal coisa x; e li também, em um jornal velho achado por aí, outra coisa y...”

Por alguma frase dispersa no início sabemos que estamos em 1976, mas a informação é irrelevante: não há outra referência ou fato encorpado que se dê ao trabalho de contextualizar a época – década de 1970, 1990 ou dias atuais, whatever, para usar expressão que aparece novecentas vezes nas poucas páginas do romancezinho. No mais, a friaca escandinava, que poderia conceder algum charme ao boneco de neve, nem ela é explorada com eficiência.

Repeteco em Jo Nesbo, de quem nunca tinha lido nada, muito difícil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário