7.4.17

Minha vida sem banho, de Bernardo Ajzenberg


A curiosa ideia do título não vinga. É apenas isca para tramas paralelas bem menos instigantes, envolvendo militância política na ditadura (zzzz...), casos amorosos de baixo impacto e enigmas do passado com os quais ninguém realmente se importa.

Apesar disso, a escrita de Ajzenberg é tão agradável e bem construída que o leitor se deixa conduzir pacificamente, aliviado pelos momentos em que o homem sem banho de fato assume o comando da narrativa e desenvolve seu peculiar projeto de empoderamento dos fluidos corpóreos.

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