7.4.17

O fim da eternidade, de Isaac Asimov


É um livro cheio de intrigas, mistérios e reviravoltas, ao melhor estilo folhetinesco, sem nunca abandonar a essência da clássica ficção científica.

A temática futurista, de viagem no tempo, não explora exatamente características detalhadas da civilização em séculos surreais como o 150 mil (embora mencione de passagem esse período inimaginável); a história se concentra numa espécie de limbo temporal – a “eternidade” do título – no qual uma comunidade formada por anciãos, sociólogos (!) e especialistas técnicos diversos mantém permanente vigilância sobre a humanidade. O objetivo é intervir, quando necessário, com pequenas alterações na realidade, de modo a preservar a existência do planeta e do próprio Homo sapiens.

Se há alguma ressalva, vale dizer que não é lá muito amigável a estratégia de Asimov de começar o romance atirando o leitor bruscamente no miolo desse universo repleto de elementos próprios e nomenclaturas exóticas.

Aqueles, porém, que superam a dificuldade do capítulo inicial são recompensados com uma obra notável, extraordinariamente criativa, que, inclusive, apresenta resposta plausível – sejamos otimistas... – a um dos maiores paradoxos da ciência teórica: se a viajem no tempo é possível, por que não somos visitados por turistas do futuro?

Nenhum comentário:

Postar um comentário