Percebe-se que o autor não é nenhum iniciante, tem boas sacadas, boas construções, mas falta ousadia para ir além do básico e, por vezes, do clichê. (“Então era isso ter uma mãe. Alguém que estava com a gente para o que desse e viesse. Não eram seres muito diferentes dos animais selvagens que eu via nos documentários da tevê a cabo.”)
Cenas e sentimentos permanecem quase sempre na superfície, inibidos a ponto de frustrar o leitor mais interessado. Diálogos são particularmente ruins, tentativas canhestras de reproduzir a oralidade literal dos personagens.
O último terço alcança uma fluência acima da média, mas acaba obscurecido pelo desfecho forçado, pouco desenvolvido, mal geral de que padece o livro.
Não costumo dar tanta importância às capas, mas essa faz grande esforço para ser notada: é tão feinha que parece uma daquelas publicações amadoras bancadas pelo próprio autor. Inacreditável que tenha passado pelo crivo de uma editora do porte da Rocco.
Não costumo dar tanta importância às capas, mas essa faz grande esforço para ser notada: é tão feinha que parece uma daquelas publicações amadoras bancadas pelo próprio autor. Inacreditável que tenha passado pelo crivo de uma editora do porte da Rocco.

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