O que começa apenas como uma história bonitinha, de uma linda amizadezinha entre duas menininhas torna-se, aos poucos, pelo convívio natural e prolongado com as protagonistas e suas inquietações, um relato envolvente, distante da banalidade que se poderia esperar de um enredo do tipo.
A melhora na avaliação deve-se também, e sobretudo, à qualidade da narrativa, que aumenta conforme o texto progride, atingindo, em certos momentos, padrões surpreendentemente elevados.
Por fim, atribui-se parte da atração exercida pelo romance ao microcosmo napolitano pós-Segunda Guerra Mundial, com seus personagens brutos, escandalosos e passionais a rodearem e moldarem o destino das duas amigas – elementos perfeitos para composição de tramas instigantes nas mãos de uma escritora talentosa como Elena Ferrante.

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