6.12.17

O jogo interior do tênis, de W. Timothy Gallwey


Como todo guia de autoajuda, deve ser lido com prudência e desconfiança. Tudo parece lindo no papel, mas quando o cidadão fecha o livro e se depara com a realidade, as complicações são imediatas. De qualquer forma, sempre há o que se tirar de útil num manual clássico e bem conceituado como este. Num esporte como o tênis, em que o controle emocional é tão ou mais relevante que o domínio técnico, orientações como “silencie sua mente e deixe seu corpo fazer o que sabe” ou “não fique remoendo erros no meio do jogo” são especialmente convenientes, embora nada revolucionárias. Tudo ok: para uma atividade de repetição, obviedades repetidas são aceitáveis, quando não bem-vindas. E que o leitor-tenista siga em frente, não esquecendo de jamais, jamais tirar o olho da bola.

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