Os holofotes enfim são acesos com a entrada em cena pra valer do artefato construído por Jason no misterioso mundo ao qual foi transportado. Aí o romance passa a distribuir, sem miséria, sua abundante reserva criativa, explorando engenhosamente situações bizarras que a navegação por multiversos criaria, veloz na medida exata e com surpresas garantidas lance a lance – o que é aquela cena da sala de bate-papo, senhoras e senhores? Estupenda!
Em qualquer outro contexto eu implicaria com a verdadeira peste que são os parágrafos de uma só linha (qual a dificuldade de se desenvolver trechos minimamente sólidos e lineares?); também questionaria o pouco detalhamento dado aos aspectos científicos que envolvem a máquina capaz de se deslocar por realidades paralelas; mas dessa vez deixo as picuinhas de lado e fico mesmo com a lembrança dos ótimos momentos de diversão que o conjunto da obra me proporcionou, aquela fissura de devorar um livro que há muito eu não sentia.

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